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Secretário de Saúde esclarece dúvidas sobre ampliação do Minas Consciente em live da Federaminas

Próximo passo será estudar medidas específicas para municípios de pequeno porte e para as microrregiões  

Na manhã desta terça-feira (16/06), a Federaminas organizou a live "As atualizações da Secretaria de Saúde e seus impactos nos negócios de Minas" com a participação do secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva. O debate foi conduzido pelo presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues, e o diretor jurídico da entidade, Carlos Alberto Moreira Alves.  
O secretário anunciou que o Governo já estuda medidas específicas para cidades de pequeno porte - até 5 mil habitantes - e para as microrregiões, levando em consideração o número de casos de COVID-19 e a capacidade de atendimento hospitalar. Carlos Eduardo explicou que, num primeiro momento, ao estruturar o programa Minas Consciente, o Governo considerou as macrorregiões, e que um próximo passo será avaliar o caso de pequenos municípios.  

"O Minas Consciente fez, num primeiro momento, um estudo detalhado das 14 macrorregiões do Estado, pois sabemos que quem vai arcar com o desequilíbrio de uma microrregião será a estrutura de saúde da macrorregião. Agora, estamos querendo pensar uma lógica para cidades pequenas, de até 5 mil habitantes, e pensar nas microrregiões. Estamos com um olhar atento para as microrregiões e cidades menores porque elas têm comportamentos diferentes", afirmou.  

Isolamento social e cuidados na prevenção devem ser mantidos  

Mas o secretário deixou um alerta: como a transmissão da COVID-19 já se tornou comunitária no Brasil, não existe cidade que não tenha o vírus, mesmo aquelas que não têm casos registrados. Todos os municípios devem se manter vigilantes, mesmo que não tenham nenhum caso. Segundo o secretário, essa sensação de segurança não existe, pois estamos num momento de piora da pandemia, com aumento expressivo do número de casos e a previsão do pico da doença para os dias 10 e 11 de julho.  

"O Governo tem buscado o equilíbrio para não agir com excesso de rigor, pois entendemos que as pessoas precisam trabalhar. Procuramos caminhar dentro de uma razoabilidade com o Minas Consciente, mas não adianta fechar os olhos para a gravidade do problema de saúde", disse. O secretário ainda explicou que, com base em estudos científicos em todo o mundo, se o sistema de saúde entra em colapso, a economia demora mais a se recuperar. Portanto, o que deve ser evitado é a explosão de casos e a sobrecarga do sistema de saúde, inclusive para o próprio bem da economia e da sua futura recuperação.  

Uma das dúvidas levantadas por participantes da live é sobre o porquê de um prazo de 21 dias para se alterar os protocolos de flexibilização das atividades econômicas no programa Minas Consciente. O secretário esclareceu que o ciclo da COVID-19 é de uma semana e que só é possível mensurar o aumento de casos nas próximas duas semanas, quando se tem dados consolidados da transmissão. "Depois desses 21 dias é possível computar quantas pessoas ficaram doentes e quais vão precisar de cuidados hospitalares", explicou.  

O presidente da Federaminas agradeceu a disponibilidade do secretário de Saúde por participar da live e esclarecer as dúvidas dos associados e reforçou a preocupação da entidade com a saúde e vida das pessoas, mas também com a crise econômica que tem feito muitos empresários fecharem as portas de seus empreendimentos. "Seguimos buscando alternativas seguras para a retomada das nossas atividades conciliando com todos os cuidados com a vida das pessoas", concluiu Valmir Rodrigues.