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Live Magazine Luiza

Momentos de emoção, empatia e sensibilidade, recheados com muitas histórias de superação, determinação e criatividade. Esse foi o tom da live organizada pela Federaminas, na tarde de quinta-feira (16/07), sobre Empreendedorismo Feminino, que contou com a participação de uma das mulheres mais importantes no empreendedorismo mundial, Luiza Helena Trajano, proprietária da rede de lojas Magazine Luiza.
 
A conversa, agradável e repleta de dicas preciosas para as empresárias, contou com a mediação da gestora MasterMind, Fernanda Pessoa, e a participação de mulheres de destaque no empreendedorismo mineiro: Yêda Fernal, presidente da Federaminas Mulher, e Rosana Silva e Souza, presidente da Câmara da Mulher Empreendedora de Lagoa Santa. Assim como Luiza, todas as participantes compartilharam um pouco de suas trajetórias pessoal e profissional, exemplos de superação e lutas para conquistarem seus objetivos e realizarem seus sonhos.


 Segundo Luiza, mudanças no meio empresarial foram aceleradas pela pandemia, mas já vinham acontecendo 

Na visão da empresária, as mulheres estão muito mais preparadas para lidar com o novo cenário dentro das empresas e os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus. Ela explicou que o homem sempre trabalhou em empresas mecânicas, que funcionavam como um relógio, uma máquina. "Nesse ambiente empresarial, os homens não podiam falar 'não sei' e nem contar que o filho está no hospital. Nesse modelo, você é simplesmente uma peça". Dos anos 2000 para cá, isso vem mudando e abrindo mais espaço para a atuação feminina à frente dos negócios. 


De acordo com a empresária, essas mudanças já vinham acontecendo e a pandemia apenas acelerou esse processo. "Hoje, a empresa orgânica está mais aberta para o novo. Ela é igual ao vírus, igual ao organismo da gente, que tem um mecanismo de funcionamento próprio. Nesse modelo de empresa, a intuição na hora de decidir tem seu peso, as pessoas interagem mais. Quem está mais preparada para administrar e trabalhar numa empresa orgânica? As mulheres", afirma Luiza Trajano, lembrando que sua intuição nos negócios é respeitada.


 Ao contrário do que muita gente no mercado de trabalho pensa, a empresária garante que ser mãe te obriga a desenvolver uma série de habilidades muito úteis nesse modelo de empresa orgânica. "Por isso eu luto muito pelas mulheres, pelos negros, a favor da diversidade. Além disso, sou a favor de cotas. E defendo sempre que a cota é um processo transitório para acertar uma desigualdade de muito tempo". 


Outra mudança que já vinha ocorrendo e que a pandemia acelerou é o fato de as empresas contratarem uma pessoa pelo seu comportamento e pelas suas habilidades e não pelo seu conhecimento. "O que mais se via era a pessoa ser contratada pela capacidade técnica e mandada embora pelo seu comportamento. Hoje, em um processo seletivo, o candidato passa por vários testes de comportamento", destaca a empresária. 


A crise pode trazer a oportunidade demudar para melhor, defende Luiza 


"Nós montamos 150 lojas no ano passado e vamos montar 150 este ano, com colaboradores sendo selecionados e treinados por meio de plataformas digitais. Temos novos desafios a enfrentar todos os dias", conta. 


As vendas da Magazine Luiza cresceram 46% em maio deste ano. Em junho, a empresa cresceu três vezes mais do que o esperado. E em julho, além de não demitirem ninguém, como a própria Luiza fez questão de prometer - "não vamos demitir nenhum funcionário durante a pandemia" - mais 300 pessoas estão sendo contratadas. 


"Nós devemos aprender com este momento e sair mais fortalecidas. É preciso se avaliar como gestor e se perguntar porque não entrou para o digital antes ou porque não tinha um fluxo de caixa melhor. Não podemos ter medo de ouvir as respostas. E no final das contas, vamos chegar à conclusão que não foi tão ruim quanto a gente esperava", concluiu Luiza Trajano. 


A presidente da Federaminas Mulher agradeceu a disponibilidade de Luiza Trajano ao participar da live e compartilhar tantas experiências de vida inspiradoras para as mulheres. "Quando chegamos ao final de uma conversa como essa, não temos muito o que dizer. A Luiza abalou todo mundo, falou tudo que precisávamos ouvir", concluiu Yêda Fernal. 


Assessoria de Comunicação da Federaminas