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Governo suspende onda amarela do plano Minas Consciente para conter avanço da pandemia em Minas

O Comitê Extraordinário Covid-19 suspendeu, na macrorregião de Saúde Leste do Sul, os protocolos da onda amarela do plano Minas Consciente, programa criado pelo Governo de Minas para promover a retomada econômica no Estado. A medida pretende preservar a saúde da população, já que Minas Gerais apresentou aumento expressivo no número de casos da doença na última semana, colocando em risco a capacidade assistencial da rede hospitalar. 


De acordo com a orientação do comitê, a macrorregião Leste do Sul deve voltar para a onda branca, assim como fizeram as regiões Norte e Sul, que têm uma taxa de ocupação de leitos controlada até o momento. Por prevenção, estabelecimentos como papelarias, salões de beleza e lojas de roupas deverão ser fechados temporariamente. Podem continuar funcionando os serviços essenciais e as atividades autorizadas na onda branca, a exemplo das autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas. Todas as mudanças passarão a valer a partir do próximo sábado (27/6), com a publicação no Diário Oficial do Estado. Já as outras 11 macrorregiões de Saúde do Estado deverão seguir os protocolos da onda verde, abrindo somente os serviços essenciais, como padarias, farmácias e supermercados. Algumas cidades mineiras já decretaram o lockdown - quando o distanciamento social se torna obrigatório e as medidas de abertura são mais rígidas até mesmo para os serviços essenciais - e o próprio Governo não descarta a possibilidade de adotar a medida nas macrorregiões que apresentarem uma taxa de ocupação hospitalar considerada crítica. Até o dia 24 de junho, 155 prefeituras já tinham oficializado a adesão ao Minas Consciente, impactando 3,7 milhões de mineiros. O plano setoriza as atividades econômicas em quatro "ondas" (onda verde - serviços essenciais; onda branca - primeira fase; onda amarela - segunda fase; onda vermelha - terceira fase), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença. As mudanças de ondas - com maior ou menor flexibilização - são avaliadas semanalmente pelo comitê. 


O plano tem objetivo de orientar as prefeituras. Fica a critério de cada prefeito aderir e seguir os protocolos em seu município. Os empresários que desejam reativar seus estabelecimentos devem consultar se a prefeitura local aderiu ao plano e seguir as orientações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). 


Onda branca 
Após voltar para a onda branca, a macrorregião Leste do Sul se junta às macrorregiões de Saúde Norte e Sul, que deverão manter as medidas já adotadas nas últimas semanas.
Algumas das orientações são que os estabelecimentos tenham meios para higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%. Eles também devem fornecer Equipamentos de Proteção Individual adequados para a atividade exercida e providenciar barreira de proteção física quando os funcionários estiverem em contato com o cliente. 



Onda verde
Além da região Centro-Sul, que voltou à onda verde após aumento no número de casos, as regiões Centro, Noroeste, Nordeste, Jequitinhonha, Leste, Vale do Aço, Sudeste, Oeste, Triângulo do Sul e Triângulo do Norte não apresentaram índices favoráveis para a retomada de novos setores econômicos. A relação entre o número de leitos e a incidência de novos casos, além do tempo médio para internação após solicitação, não permitem uma folga confiável se a demanda crescer em decorrência da reabertura de novos estabelecimentos. A orientação é que os municípios dessas regiões continuem seguindo os protocolos previstos na onda verde, para preservar a saúde da população e a capacidade de atendimento do sistema de saúde local.