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Federaminas solicita ao Governo de Minas retomada de repasses de verbas para manutenção de leitos clínicos e UTIS extras para casos de COVID-19 em cidades-polo

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais - FEDERAMINAS, sempre em defesa do empresariado mineiro, enviou esta semana um ofício ao Governador de Minas e à Secretaria de Saúde e Desenvolvimento Econômico do Estado, pleiteando a retomada de repasses de verbas para manutenção de leitos clínicos e UTIs extras para atendimento a pacientes de Covid-19 em cidades-polo.

Nos últimos meses, houve um aumento significativo de demanda de pacientes com COVID-19 vindos de outros municípios, que lotam os leitos normais destinados às cidades-polo. Na capital mineira, por exemplo, segundo a Saúde municipal, as cidades com maior número de pedidos para internação em Belo Horizonte são Ribeirão das NevesSanta LuziaContagemVespasianoSabará e Caeté.  

No caso de Montes Claros, referência para o atendimento de média e alta complexidade de 86 cidades do entorno no Norte de Minas, a cidade também recebe pacientes de fora do estado, especialmente de pequenos municípios do Sul da Bahia. Esse mesmo movimento se repete em outras cidades que possuem mais estrutura e que recebem, diariamente, pacientes de municípios ou até mesmo estados vizinhos.

Para complicar ainda mais a situação, a Secretaria de Saúde do Governo do Estado encerrou os convênios de repasses de verbas para o combate à pandemia. Essa decisão causou grandes dificuldades econômicas para a manutenção de leitos nas cidades-polo, que ainda estão tentando atender, de forma restrita à comunidade, graças a recursos municipais. 
 
Com base nessas informações, a Federaminas entendeu que a intervenção se fazia urgente e necessária devido ao quadro de maior recessão, que começa a se desenhar com reflexos negativos para essas cidades e para o comércio local, uma vez que se cogita a possibilidade de um novo fechamento dos negócios.

Sem as verbas estaduais, os moradores das cidades-polo e os empresários locais se sentem cada vez mais vulneráveis e veem com apreensão o avanço da pandemia e a pressão que vem de fora sobre seus sistemas de saúde, necessitando, portanto,  de apoio e auxílio do governo estadual. 

A grande preocupação agora é, caso a saúde desses municípios de referência não suporte a sobrecarga de demandas, o colapso virá nos polos da saúde em Minas Gerais e, consequentemente, acarretará impactos negativos tanto para a saúde da população quanto para a economia local. 

Por essa razão, a Federaminas aguarda um posicionamento das autoridades estaduais e espera a rápida retomada dos repasses de verbas para manutenção de leitos clínicos e UTIs extras para atendimento a pacientes de Covid-19 em cidades-polo, garantindo, assim, o equilíbrio entre a preservação da vida e a manutenção do ciclo produtivo e econômico por meio das políticas públicas estaduais.

Assessoria de Imprensa Federaminas