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EPE 2021 da Federaminas foi sucesso de público

Encontro reuniu mais de 700 empreendedores durante dois dias de evento


Mais de 700 representantes do setor produtivo de Minas Gerais participaram, nos dias 29 e 30 de julho, do Encontro de Presidentes, Diretores e Executivos 2021 - Compliance e LGPD, organizado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais (Federaminas). Neste ano, em função da pandemia do coronavírus, o EPE foi integralmente realizado na modalidade on-line. Durante os encontros, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a seis palestras com convidados de reconhecida experiência no mercado nas áreas de Compliancew, LGPD, Soft Skills, Era 4.0, Tecnologia, Relacionamento e Startups. Além disso, aconteceram dois painéis com as temáticas Desenvolvimento de Minas e Empreendedorismo Jovem e o completo e atual I Seminário Compliance e LGPD.


“Transformar pelo conhecimento, pelo compartilhamento, pela união de propósitos. Esse foi o nosso objetivo e fico muito feliz de ver que conseguimos unir e fortalecer, ainda mais, o nosso movimento associativista. Saímos ganhando todos, e esse é o nosso propósito, a missão da Federaminas. Essa é a mensagem que quero compartilhar, essa é a mensagem que o nosso encontro deixou no coração de cada participante: a certeza de que, juntos, vamos superar os desafios e sair mais fortes disso tudo, que vai passar, já está passando”, concluiu Valmir Rodrigues, presidente da Federaminas.


A importância das soft skills


A primeira palestra do dia começou com a participação de Ronaldo Hofmeister, diretor de Marketing da Supercérebro, franquia educacional que trabalha o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e cognitivas. Na palestra “Desenvolver habilidades socioemocionais nunca foi tão importante como agora (soft skills)” ele contou quais habilidades devem ser desenvolvidas e como é possível desenvolvê-las. "É preciso encarar os desafios e aceitar as mudanças que, no início, podem ser desconfortáveis, mas, depois, elas se tornam confortáveis. Nesse caminho de mudanças, o primeiro passo é buscar a capacitação, tão necessária nos dias de hoje", explicou.


Segundo Hofmeister, vivemos num mundo VUCA (iniciais das palavras volátil, incerto, complexo e ambíguo em inglês). "Atualmente, muitas mudanças acontecem de forma muito rápida (mundo volátil). E nesse modelo de mundo, precisamos de novos modelos, pois nem sempre o meu passado pode ajudar no meu futuro (mundo incerto). Além disso, o mundo está cada vez mais complexo e ambíguo, afinal de contas não existe apenas uma resposta certa, mas várias respostas", explicou. Para encarar todas essas mudanças, ele defendeu que é necessário desenvolvermos resiliência, flexibilidade, multidisciplinaridade e coragem, além de trabalhar com uma equipe comprometida. A saída está no compartilhamento, cooperação, colaboração, coletivismo.


Painel Boas Práticas


O encontro também contou com a participação das Associações Comerciais se apresentando no Painel Boas Práticas com o tema “As inovações promovidas pelas ACEs nas Minas Gerais”. A primeira a se apresentar foi a Associação Comercial de Juruaia compartilhando a experiência bem-sucedida com uma das feiras mais tradicionais da região, “Felinju On Line – a reinvenção do conceito de feiras”. O gestor da entidade, José Antônio da Silva, contou sobre as duas edições da feira de moda íntima realizadas em plena pandemia no cenário virtual, em 2020 e 2021, e destacou que, no ano passado, a Felinju foi a primeira feira on-line do Brasil pensada e organizada em 21 dias. "Foram muitos desafios para conseguirmos manter a Felinju acontecendo. E os resultados da feira virtual foram tão positivos que, mesmo que a pandemia acabe, em 2022, vamos realizar a feira no formato híbrido", contou.


A segunda apresentação dos cases de sucesso ficou por conta da presidente da Associação Comercial de Unaí, Eliana Zica, que abordou o tema “Como atrair e fidelizar associados em meio à crise”. Ela falou sobre os projetos que foram desenvolvidos com os empresários da cidade desde o início da pandemia. Conscientizar a comunidade, envolver a cidade, unir esforços, se aproximar uns dos outros, se solidarizar e capacitar foram os principais objetivos desses projetos. Por fim, Eliana respondeu à pergunta como fidelizar associados em meio à crise: "com muito trabalho, muito trabalho mesmo, trabalho em equipe envolvendo todos e todas da nossa entidade e ouvindo, acolhendo, compartilhando e capacitando os nossos empresários e empresárias de Unaí".


E, por último, tivemos a apresentação do vice-presidente da Associação Comercial de Ubá, Pedro Henrique Guimarães Filho, que falou sobre “Turismo em Foto – O concurso fotográfico que movimentou a cidade”. A proposta é provocar as pessoas de Ubá para enxergarem beleza no seu cotidiano e fotografarem locais da cidade, na zona urbana e rural, contarem histórias como personalidades da cidade. A campanha foi um sucesso e a entidade alcançou a marca de mais de 10 mil seguidores nas redes sociais fortalecendo sua marca. "Criamos essa conexão com o Clique Turístico e conseguimos promover a nossa cultura, as belezas naturais, o nosso patrimônio, igrejas, praças, cachoeiras e, por fim, os negócios. Conseguimos levar uma energia nova para os empresários e empresárias da cidade", contou.


Painel pelo Desenvolvimento de Minas


O secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, Fernando Passálio, e o diretor da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (INDI), João Paulo Braga Santos, participaram do Painel pelo Desenvolvimento de Minas e defenderam uma parceria afinada entre os setores público e privado. “Não adianta o setor produtivo estar a 300 quilômetros por hora, e o estado andar de charrete a 30 quilômetros por hora tentando regular o setor produtivo. Por isso, é muito importante manter essa escuta do mercado, para a gente construir lado a lado, sem ficar distante”, explicou. O secretário fez questão de agradecer o presidente Valmir pela parceria com o governo na busca de identificar as necessidades e ser um grande aliado para esse movimento pela busca de soluções.


O diretor do INDI disse que, pelo posicionamento geográfico, Minas tinha uma vocação e ela está se concretizando, pois os 10 maiores operadores de ecommerce do Brasil estão em Minas, como a Magalu, por exemplo. “Minas tradicionalmente é uma fatia de 10% do Brasil e no ecommerce já alcança 30% de participação no país inteiro. A fábrica mais moderna da Heineken no Brasil será construída aqui, no investimento que a gente atraiu, em Pedro Leopoldo. Tivemos sucesso não só na Heineken, como também na cervejaria Petrópolis, Ambev, cervejaria Cidade Imperial. A produção de latinhas fará de Minas a maior produtora de latinha na América do Sul”, contou João Paulo, explicando que a principal justificativa foi a mudança na relação do governo com o setor privado.


Mulher sem Fronteiras


No início da noite de hoje, a CEO e cofundadora da Saber em Rede, Laila Martins, abordou o tema “A evolução do empreendedorismo feminino – mulheres à frente de startups” dentro do Programa Federaminas Mulher Sem Fronteiras. Ela compartilhou toda a sua experiência bem-sucedida como fundadora de uma grande startup, contando o passo a passo para criar um plano de negócios com foco na dor do seu cliente e não com foco no seu produto. Além disso, ela defendeu uma maior participação das mulheres nesse mercado das tecnologias.


“Falamos de soft skills, mas eu gosto de falar de power skills que as mulheres têm de sobra, como empatia, saber mudar, prever tendências”, disse Yeda Fernal, presidente da Federaminas Mulher, destacando a alegria de participar ao lado de grandes empreendedoras desse encontro de compartilhamento de saberes e experiências.


Laila contou da sua paixão por empreender e explicou, passo a passo, como foi a sua experiência com a criação e a implementação da startup Saber em rede. Ela pontuou que a participação feminina ainda é minoria, ainda há bastante espaço para ser conquistado. “Precisamos de mais mulheres nos cursos de engenharia, de desenvolvimento, de tecnologia, tem que ter mais mulheres participando disso, desse cenário de startups. Diversidade é fundamental, agrega visão, traz um valor diferente para a empresa. Pesquisas mostram que as empresas com mulheres na liderança têm 21% a mais de chance de serem lucrativas. Os números comprovam que se o cenário melhorar a gente só vai ganhar com isso. Temos várias iniciativas que apoiam o empreendedorismo feminino no Brasil para ajudar a diminuir essa diferença de gênero no mercado”, afirmou Laila.


Líderes do Futuro


Para encerrar o primeiro dia do encontro, o palestrante Waldez Ludwig abordou um tema extremamente atual: “Líderes do Futuro”. Na oportunidade, ele falou de como os modelos de liderança vão mudando ao longo do tempo. “É preciso conectar o líder ao futuro. Estratégia, excelência, inovação, liderança no cenário que estamos vivendo. Excelência passou a ser qualidade e produtividade. É fazer mais, melhor, mais rápido e com menos. E o diferencial passou a ser a inovação, que é descobrir onde estão as novas ideias. Elas estão no futuro, que não se pode antecipar, mas se pode prever as tendências”, explicou Ludwig. O palestrante ainda destacou que é preciso ter uma equipe multidisciplinar com imaginação, criatividade, inovação. “Ter talento na gestão é saber atrair talentos para sua equipe.


I Seminário Compliance e LGPD


O segundo dia de encontro foi marcado pelo importante e atual I Seminário Compliance e LGPD com a temática “As políticas de proteção e privacidade de dados, em consonância com a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, e o processo de implantação de Compliance”. O seminário foi dividido em dois painéis, o Painel LGPD e o Painel Compliance, cada um deles com três palestrantes renomados, com formação e longa experiência na área.


O Painel LGPD, presidido pelo assessor jurídico da Federaminas, Freitrich Heidenreich, contou com a participação dos palestrantes Alan de Souza Pinto, Lia Cunha e Bernardo Grossi.


E o Painel Compliance foi presidido pelo Filemon Oliveira, o procurador do Ministério Público de Minas Gerais, Mauro Flávio Ferreira Brandão, Maria Aparecida Bortolan, Saulo Caires.


Painel LGPD


O primeiro a falar foi Alan que explanou, de forma sucinta e objetiva, os principais pilares da LGPD de 2018. "É desafiador e complexo, sabemos que a lei visa proteger os dados pessoais e que é preciso ser implementada em todas as organizações. E por isso é de suma importância profissionalizar nossa cadeia produtiva. Devemos entender claramente o que são dados pessoais dos titulares ou dados sensíveis, como diz a lei. Temos certeza de que todo esse ecossistema da lei trará muitos avanços para as nossas organizações", expôs Alan.


A segunda palestra ficou a cargo da Lia Cunha, responsável pela implantação da LGPD na Serasa Experian no Brasil. Ela fez uma abordagem mais prática sobre o que a empresa Serasa fez para implementar a LGPD. Segundo ela, a Serasa já tinha que cumprir outras leis como Código de Defesa do Consumidor, Constituição Federal, dentre outras. "O nosso desafio, como empresa que já trabalhava com dados, foi se adequar à lei e trabalhar a comunicação com o público interno e externo. Outro ponto foi definir como a gestão ia ser feita, mostrar para esses públicos qual a importância disso e explicar porque as empresas deveriam se preocupar com a LGPD", disse Lia. Ela expôs, ainda, o que a Serasa faz para que os dados pessoais fiquem protegidos. Além disso, ressaltou um ponto importante: as empresas só vão fazer negócios com empresas que seguem a LGPD.


A terceira palestra desse primeiro painel sobre LGPD ficou sob a responsabilidade de Bernardo Grossi. Ele começou falando que a LGPD caminha lado a lado com o Código de Defesa do Consumidor e essa visão é fundamental para todas as associadas da Federaminas. Bernardo contou que, embora as multas previstas na LGPD só começarão a ser aplicadas a partir de agosto deste ano, outras penalidades previstas em outras leis já estão sendo aplicadas. Muitas organizações já estão sendo penalizadas pelo Procon, pelo Ministério Público e até pelo poder Judiciário o que tem resultado em prejuízos financeiros para essas empresas. O palestrante citou um dos casos mais famosos, o da Drogaria Araújo, que pedia o CPF no caixa para dar desconto para os clientes. “O Ministério Público não gostou da prática e foi feito um acordo, a empresa pagou uma multa de R$ 8 milhões e se comprometeu a cessar essa prática, embora outras redes de drogaria façam isso. Essa semana a Droga Raia está sendo questionada por práticas semelhantes. Por que estou citando esses casos? Porque é uma política interna da empresa que está em desacordo com a legislação e as adequações devem ser feitas independente das penalidades da LGPD estarem em vigor ou não”, alertou.


Painel Compliance


O procurador de Justiça do Ministério Público de MG, Mauro Flávio Ferreira Brandão, fez a primeira palestra do Painel Compliance e começou parabenizando os empreendedores pela resiliência e coragem de suportarem a atual crise somada à alta carga tributária. Em seguida, ele fez uma retrospectiva histórica desde os tempos da colonização portuguesa e mostrou a relação histórica e complexa entre o público e o privado. E o quanto a legislação brasileira, desde a primeira constituição, de 1824, até a atual Constituição Federal, promulgada em 1988. “De lá para cá, tivemos sete constituições. E de 1988 até hoje, temos mais de 13 mil leis. Então falar de Compliance no Brasil é complexo, pois trata-se de estar em conformidade com a lei”, disse Mauro.


A segunda palestra ficou sob a responsabilidade de Maria Aparecida Bortolan. Ela explicou que, apesar de o Brasil estar atrasado em Compliance, pois, em 1903, já se falava disso nos EUA, os avanços são positivos e devem ser levados em conta. No Brasil, o Compliance entrou em pauta a partir da Lei Anticorrupção. “E as empresas já perceberam que a implementação de um programa de Compliance é a forma de se fortalecerem e de sobreviverem”, afirmou. Em seguida, ela explicou como uma empresa pode começar essa implementação de forma aderente ao que a empresa já é e como ela pode se aprimorar com isso. 


E Saulo Caires encerrou o Painel Compliance falando sobre o programa implementado na empresa onde atua. Ele ressaltou que o objetivo da implementação do Compliance não reside em demonstrar para terceiros que a sua empresa tem um programa. “Os empreendedores devem entender que o Compliance é uma segurança a mais para o seu negócio, é uma forma de saber se ele está sendo bem administrado, se a contabilidade está em ordem, dando bons resultados. Quando se tem uma prática de Compliance, ele é um suporte à administração. E cada caso deve ser estudado com as suas peculiaridades. Não tem porque implementar um processo muito robusto numa empresa de pequeno porte. Mas independente do tamanho da empresa, todas devem implementar o Compliance”, aconselhou.


Compliance, LGPD e Governança Corporativa


No turno da tarde, do segundo dia de encontro, os participantes puderam aprofundar ainda mais seu conhecimento sobre os temas da palestra “Compliance, LGPD e Governança Corporativa” com a exposição dos convidados Natália Godoy e Newton Alves da Rocha.


“A gestão é muito importante, para ter uma governança estruturada dentro de uma empresa. Para termos uma governança forte, precisamos de gestão para isso. Vale lembrar que a governança corporativa já prega os princípios básicos do compliance. Tanto a LGPD quanto o Compliance vêm para a proteção da empresa”, afirmou Natália, explicando que dentro da governança corporativa existe a assembleia de sócios (órgão soberano) e o conselho de administração é o elo entre os sócios e a diretoria. Segundo ela, a governança organiza as empresas e, por meio dela, é possível entender qual o papel de cada órgão, cada pessoa dentro de uma estrutura. A palestrante falou dos princípios básicos da governança corporativa ressaltando que é preciso ter prestação de contas anual para se ter controle de tudo que está sendo feito na empresa.


Para Newton, o grande desafio da gestão é tirar do papel aquela estratégia, é colocar em operação, fazer com que a operação cumpra essa ambição que foi definida. “Um mercado altamente competitivo torna obrigatório o alinhamento entre a estratégia de uma empresa e a sua operação”, destacou. Segundo ele, toda empresa é composta por três grandes pilares: pessoas, processos (que precisam estar padronizados) e o terceiro pilar é a tecnologia (o importante é que a tecnologia traga produtividade para o meu negócio). São esses pilares que vão fazer com que a governança seja atingida.


O Empreendedorismo Jovem no Século XXI


A Federaminas Jovem participou do encontro organizando um painel de debate muito dinâmico com a participação do seu presidente, José Antônio da Silva, o diretor da Acimon de João Monlevade, Paulo César Lacerda, e a convidada Maria Brasil. Os três discutiram o papel do jovem frente aos negócios diante dos desafios postos pela pandemia e pelo tradicionalismo das empresas.


O presidente da Federaminas Jovem, José Antônio, começou o debate falando sobre o papel do jovem à frente dos negócios e os principais desafios, principalmente nesse cenário de pandemia e diante do tradicionalismo das empresas. Desaprender a aprender para aprender novos conceitos. Isso foi resultado do choque que a pandemia trouxe.


Para Maria Brasil, nesta pandemia, as empresas que conseguiram estar à frente, com uma mentalidade de startup, que é conseguir rever os processos, enxugar, reduzir, mudar a rota, seguir em frente e retomar o crescimento. “As empresas que tiveram essa facilidade se sobressaíram muito mais. A grande maioria delas já está nesse modelo de gestão com o que a gente chama de mentalidade de startup”, disse Maria Brasil.


Paulo César expôs que os jovens estão sendo chamados cada vez mais a serem protagonistas, conhecer o chão de fábrica, fazer, errar, corrigir, até as coisas fluírem da forma correta. “Fortaleçam sua capacidade de gestão, tem que estar preparadas para o pior cenário o tempo todo. Aquelas que não conseguiram se manter, foi, na maioria dos casos, por falta de gestão”, pontuou.


Uma ferramenta chamada tecnologia


A noite do último dia de encontro foi bem movimentada com o painel “A tecnologia como ferramenta de relacionamento e negócios nas ACEs” mediado pelo consultor e especialista em marketing digital, Emerson Duarte. “É um tema muito importante e as ACEs que não perceberam isso vão ficar paradas no tempo. O primordial é encontrar maneiras novas de fazer o que se faz há muito tempo, de sensibilizar os comerciantes e associados com estratégias diferentes”, afirmou. Emerson também falou sobre as empresas que têm alma analógica e como elas precisam passar a ter alma tecnológica. Da mesma forma, os gestores com visão tradicional também precisam mudar e acompanhar essa mudança irreversível e acelerada. Além disso, é preciso mudar a forma de se comunicar, considerando o mundo digital.


Após a exposição, representantes das Associações Comerciais de João Monlevade, Barão de Cocais e Santa Bárbara compartilharam as experiências bem-sucedidas de suas entidades nesse caminho e na implementação do projeto Vitrine Empresarial.


Ângelo Silva, gestor da ACE de Santa Bárbara, contou sobre o processo de modernização da entidade. Dentre as medidas, há o projeto para implantar um chat boot atendendo no site. Unificar as empresas de Santa Bárbara num site de divulgação e vendas.


Bruno Quintão, presidente da ACE de Barão de Cocais, contou sobre a aceitação do projeto entre os empresários do município. Ele disse que a vitrine foi fundamental, é muito acessada e dá bastante retorno. Segundo ele, quem não investe em TI está 20 anos atrasado. “Se fica caro para uma pequena empresa investir em novas tecnologias, usem o produto de alta tecnologia como esse, disponibilizado pela Federaminas, com um custo bem mais acessível. A ferramenta já pensa em tudo que a gente precisa”, avaliou.


Eduardo Drumond, presidente da ACE de João Monlevade, contou que o Vitrine foi criado no final do ano passado para ajudar as empresas de pequena porte com o conteúdo mais tecnológico, principalmente no período de lockdown. O nosso canal ajudou as empresas que estavam despreparadas para esse momento. “As pessoas têm dificuldade com o on-line, mas com o suporte, todos estão gostando da plataforma virtual, alguns estão pensando até em ter uma loja virtual”, contou.


O humano na era 4.0


E para fechar com chave de ouro esse encontro memorável, o palestrante Hugo Bethlem palestrou sobre “Vamos valorizar o humano na era 4.0”. O palestrante fez uma retrospectiva dos pontos positivos e negativos do capitalismo alertando para a necessidade de um desenvolvimento sustentável. Em 2013, chegou ao Brasil o movimento “Capitalismo Consciente” que existe para transformar o jeito de fazer investimentos e negócios no país, multiplicando os pilares que levam a uma gestão mais humana, ética e sustentável para diminuir a desigualdade.


“Quando aliamos propósito com a nossa visão estratégica, qualquer negócio pode e deve gerar impacto social positivo”, afirmou. Nessa mesma linha, o palestrante ressaltou que devemos cuidar das pessoas e não das coisas e usar as coisas e não as pessoas.


Na visão de Hugo Bethlem, o capitalismo consciente será o padrão de negócios no Brasil e no mundo. “Ganhar dinheiro é fundamental, mas não basta, não pode acontecer às custas dos outros”, concluiu.



Assessoria de Comunicação da Federaminas