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Nova pressão da CACB contra a redução da jornada de trabalho



O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), José Paulo Dornelles Cairoli, voltou à Câmara dos Deputados numa nova rodada de visitas para pedir que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas não seja votada neste ano eleitoral. Os presidentes das Federações filiadas à ACB tiveram encontros com os líderes políticos de seus Estados, enquanto que o presidente da CACB entregou ofícios aos presidentes de várias comissões a fim de apresentar a posição da entidade sobre a votação de um tema de tanto impacto na economia nacional. “Menos horas de trabalho não resultarão em novos empregos e além de diferenciar o Brasil de outros países vai aumentar o custo de produção”, afirmou Cairoli.
 
Os ofícios foram entregues aos presidentes das comissões de Defesa do Consumidor, Cláudio Cajado (DEM-BA), Desenvolvimento Econômico, Dr. Ubiali (PSB-SP), e de Trabalho, Alex Canziani (PTB-PR).
 
A CACB acredita que o tema de 40 horas tem impacto nos setores estudados por essas comissões e viu a necessidade de entrar em contato com cada uma. A Comissão de Defesa do Consumidor deve estar atenta aos horários de prestação de serviços, pois a redução da jornada de trabalho dificultará a abertura do comércio nos finais de semana. A redução da jornada de trabalho terá também impacto negativo no desenvolvimento econômico do país, a medida que aumenta o custo de produção, em especial para as micro e pequenas empresas (MPE). E para a Comissão de Trabalho, a CACB sugere uma análise mais detalhada do assunto, a fim de observar que a aprovação desta PEC resultará em um aumento no número de demissões, em especial em MPEs, que não resistirão ao aumento do custo da folha de pessoal.
 
O presidente Cairoli também reafirmou a cada Comissão que é contrário à discussão de qualquer tema que reflita na economia e desenvolvimento em um ano de eleições gerais. A entidade congrega 2.300 Associações Comerciais espalhadas pelo País, representando mais de dois milhões de empresários do comércio, indústria, agropecuária, serviços, finanças e profissionais liberais; de micro, pequenas, médias e grandes empresas.