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Juros básicos chegam a 2% ao ano

O Banco Central (BC) diminuiu os juros básicos da economia pela nona vez seguida e, por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 2% ao ano, com corte de 0,25 ponto percentual. Em meio à crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus, a decisão era esperada pelo mercado financeiro.


Com esta mais recente decisão, a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho de 2019.  


O Copom não descarta a possibilidade de futuros ajustes nos juros básicos, embora as próximas mudanças, se ocorrerem, serão graduais e vão depender da situação das contas públicas.  


Inflação mais baixa  

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos 12 meses terminados em junho, o indicador fechou em 2,13%. Essa foi a primeira aceleração no índice desde o início da pandemia do novo coronavírus. Mesmo assim, o IPCA continua abaixo do nível mínimo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).  


Para este ano de 2020, o CMN estabeleceu meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Porém, o IPCA não poderá superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, com o mesmo intervalo de tolerância: 1,5 ponto percentual. 


 
As projeções do Banco Central ficaram defasadas diante da pandemia. É o que fica claro no Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo BC, que estimava que o IPCA fecharia o ano em 2,4%, mas a inflação oficial deverá fechar o ano em 1,63%.  


Estímulo para a economia  


Com essa redução da taxa Selic, os juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. A lógica é que se tenha um estímulo a mais para a economia.  



Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. 



 
No último Relatório de Inflação, o BC projetou um encolhimento de 6,4% para a economia neste ano, projeção essa revisada após o agravamento da crise provocada pelo novo coronavírus. Porém, o mercado projeta contração um pouco menor: uma contração de 5,66% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2020.  


Assessoria de Comunicação da Federaminas