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CACB continua pressão na Câmara dos Deputados contra a redução da jornada de trabalho no País



 
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) retornou à Câmara dos Deputados em 23 de março para engrossar a pressão que vem fazendo junto ao Congresso Nacional pelo adiamento da votação da PEC 231/1995, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
 
Os presidentes das Federações filiadas à CACB tiveram encontros com os líderes políticos de seus Estados, enquanto que o presidente da Confederação entregou ofícios aos presidentes de várias Comissões a fim de apresentar a posição da CACB sobre a votação de um tema de tanto impacto na economia nacional. “Menos horas de trabalho não resultarão em novos empregos e, além de diferenciar o Brasil de outros países, vai aumentar o custo de produção”, afirmou o presidente da entidade, José Paulo Cairoli.
 
A CACB acredita que o tema de 40 horas tem impacto nos setores estudados por essas Comissões e viu a necessidade de entrar em contato com cada uma. Para tanto, ofícios foram entregues aos presidentes das comissões de Defesa do Consumidor, Cláudo Cajado (DEM-BA), Finanças e Tributação, Pepe Vargas (PT-RS), Desenvolvimento Econômico, Dr. Ubiali (PSB-SP), e de Trabalho, Alex Canziani (PTB-PR).
 
A CACB também explicou a cada Comissão porque é contrária à discussão de qualquer tema que reflita na economia e desenvolvimento do País em um ano de eleições gerais. A entidade congrega 2.300 Associações Comerciais espalhadas pelo Brasil, representando mais de dois milhões de empresários do comércio, indústria, agropecuária, serviços, finanças e profissionais liberais; de micro, pequenas, médias e grandes empresas.