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CACB classifica como retrocesso a volta da CPMF



Com uma das maiores tributações do mundo, o Brasil não precisa do imposto sobre o cheque para direcionar verbas para a saúde. O protesto foi feito, em nota, pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).“O imposto sobre o cheque é uma das maiores aberrações do sistema tributário brasileiro”, disse o presidente da entidade, José Paulo Dornelles Cairoli, lembrando que quando vigorou não cumpriu seu objetivo de amenizar os problemas da saúde ainda mais quando se sabe que, após sua extinção, em dezembro de 2007 (sua criação ocorreu em 1994), a arrecadação e a carga tributária continuaram crescendo”.
 
O presidente da CACB afirmou estar muito “preocupado” com o fato de estar havendo, entre muitos dos novos governadores eleitos, a tentativa de aproveitar a legitimidade dos resultados das urnas para rapidamente aplicar um novo aumento de impostos. “Mais uma vez o Estado se serve da sociedade quando deveria ser o contrário”. A CACB luta pelo caminho do corte de gastos supérfulos, da modernização de gestão e menos apadrinhamento político.
 
Já a partir desta semana Cairoli vai liderar, em Brasília, uma mobilização da CACB para fazer pressão no Congresso Nacional contra a reedição do imposto sobre o cheque. O argumento é muito simples, disse: “não podemos onerar mais o trabalhador que já é sacrificado pagando em impostos o correspondente a cinco meses de salário e o empresário que luta para manter a competitividade de suas empresas para gerar novos empregos e renda”.