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Inovação nas empresas é destacada no congresso da CACB em Brasília

“Devemos debater, escutar e propor uma reflexão sobre os assuntos que estão ligados ao tema do evento: educação, investimento em tecnologia e inovação”. É com essa frase que o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Teixeira Pinheiro, abriu o 5º Fórum CACB Mil, realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, em 20 e 21 de junho.


 

O evento tem como tema “O papel do empresário na construção de um novo Brasil” e convida os empresários a debater a importância do associativismo, liderança empresarial, rumos econômicos do País e comércio internacional.

 

Trabalhando em conjunto com as associações comerciais para fomentar o crescimento e evolução das empresas, o Sebrae Nacional é um dos órgãos que estão diretamente ligados com esse compromisso. A presidente em exercício da instituição, Heloisa Menezes, destacou o trabalho que o Sebrae realiza, desde 2000, com a CACB e disse que as agendas em comuns das duas entidades proporciona um trabalho mais bem-sucedido. Falou, também, que as ACEs devem utilizar a capilaridade que possuem para influenciar a liderança empresarial e a geração de renda.


Dentro da pauta de abertura, as palavras investimentos e oportunidades também foram citadas pelo gerente executivo do Banco do Brasil, Ademir Alves, que apresentou as ações que estão sendo tomadas pela instituição: a construção de agências exclusivas para apoiar os empreendedores e máquinas eletrônicas com identidade visual para facilitar a vida dos clientes. Já o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, disse que o MDIC está aperfeiçoando o Portal Único de Comércio Exterior para facilitar a exportação e importação de mercadorias. 

 

 

O primeiro dia do congresso contou com a palestra magna “Empreendedorismo e oportunidades para micro e pequenas empresas”, ministrada pelo economista Ricardo Amorim, que afirmou que não falta  determinação aos empreendedores brasileiros. Em contrapartida, estão em baixa ambição e inovação por parte do empresário para que o negócio continue crescendo, gerando receita, empregos e competitividade.

 

O último estudo de mercado realizado pelo Sebrae mostrou que existem no Brasil 6,4 milhões de estabelecimentos e que 99% desse total são micro e pequenas empresas. Amorim realçou que a inovação é ótima para as MPEs devido a sua abertura para tentar coisas novas e por não estar totalmente firmada.

 

O economista traçou uma linha do tempo de como os fatores incerteza eleitoral, greve e elevação dos juros atingem a economia e, consequentemente, as empresas. Para que essas causas não interfiram tanto no crescimento dos negócios, sustentou que é necessário que os empresários estejam confiantes, pois assim investem mais e inovam mais.

 

Trazendo para o meio associativista, Ricardo Amorim destacou que esse modelo é ótimo para a inovação, porque se estabelece um ecossistema de crescimento conjunto a partir do alinhamento de ideias e interesses. Antes de encerrar sua apresentação, deixou para o público a reflexão: “Saindo daqui, o que vocês farão de diferente para melhorar o produto, o serviço, o atendimento e etc. para criar oportunidades para os seus negócios?”.

 

(Colaboração de Gabriella Pinheiro/ACE de Ouro Preto)