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Curso de inglês pode ser bom negócio

Apesar da crise pela qual passa a economia brasileira, alguns tipos de negócios podem continuar bastante lucrativos, dependendo do formato e da localização. Esse parece ser o caso das franquias de cursos de inglês quando abertas em cidades do interior. Depoimentos de alguns empresários que resolveram apostar nas franquias de uma rede de idiomas demonstram que esse pode ser um bom nicho de mercado.


É o caso de Sônia Duarte, de Ouro Branco (MG), cidade a 95 km de Belo Horizonte. Depois de anos atuando como professora de inglês em uma escola de idiomas, Sônia decidiu abrir seu próprio negócio. No começo de 2013, escolheu abrir uma franquia de ensino do curso Number One. Começou o negócio com 60 alunos. De lá para cá, já são 156, e o faturamento mensal triplicou. O desempenho foi tão bom que ela decidiu abrir uma nova unidade em 2015, dessa vez, em São Brás do Suaçuí, cidade com 3,7 mil habitantes, a pouco mais de 100 km da capital mineira. Em um ano e meio, passou de 35 para 50 alunos, e fez quase dobrar seu faturamento. Para Sônia, estar em cidades do interior é algo que favorece o crescimento dos negócios. “São regiões muito boas, onde estão universidades e usinas siderúrgicas, o que atrai investimentos e estudantes”, diz. “Em São Brás vi um potencial muito grande, pois havia muitas pessoas que saiam para estudar inglês em cidades vizinhas”, afirma.


Outro exemplo é o de Luiz Gustavo Andrade, de Carmo da Mata, cidade de 10,9 mil habitantes, distante 177 km de Belo Horizonte. Ali, após 20 anos atuando como professor de inglês contratado por outras escolas, Luiz Gustavo partiu para o negócio próprio. Em agosto de 2015, abriu as portas de seu núcleo de ensino Number One, com 60 alunos. Em menos de um ano, já são 90 estudantes – crescimento de 50% – e seu faturamento mais que dobrou. “A vantagem é que aqui tenho muito pouca concorrência. Além disso, há um público que se interessa em aprender o inglês e um potencial muito grande de novos alunos”, avalia.


Franquias


Segundo o gerente de negócios da Rede de Franquias Number One, Pedro Candini, a marca tem visto um potencial muito grande nas cidades do interior há pelo menos quatro anos, sobretudo naquelas com até 50 mil habitantes. “A interiorização nos atrai muito, pois os custos são menores em relação às cidades maiores, existe menos concorrência e uma grande demanda reprimida, ou seja, potenciais alunos que buscam cursar inglês, mas não possuem escolas locais”, explica.


Esse potencial do interior se mostra nos números da marca. Nos últimos 4 anos, das 49 novas unidades abertas pela Rede Number One, 27 estão no interior – 19 em Minas Gerais e oito em outros estados brasileiros. De acordo com Candini, perfis como os de Sônia e Luis Gustavo também são um atrativo importante para que marcas busquem a interiorização de suas operações. “Nessas cidades existe um número interessante de empreendedores querendo estruturar seu próprio negócio, mas ainda sem uma direção do que montar. O profissionalismo oferecido por bandeiras consolidadas de franchising se mostra, então, como uma boa alternativa para quem quer empreender em municípios pequenos”, acredita.