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Congresso da Federaminas: Anastasia destaca o trabalho dos empresários



Ao referir-se à política do Governo do Estado de buscar para Minas a liderança no País na atração de investimentos diretos, o vice-governador Antônio Augusto Anastasia afirmou que a economia mineira é robusta e não deverá sofrer maiores abalos como decorrência da crise econômica global. Em pronunciamento na abertura do XI Congresso das Associações Comerciais de Minas Gerais, ele destacou os bons indicadores da economia mineira, que cresceu 9,55% entre janeiro e julho deste ano, e apontou o trabalho do empresariado como um dos fatores responsáveis por esse índice expressivo.

O XI Congresso, que a Federaminas realizou em Belo Horizonte nos dias 27 e 28 de novembro, reuniu cerca de 230 dirigentes de Associações Comerciais das várias regiões mineiras e contou com diversas palestras e debates sobre temas de interesse das empresas e relacionados com a economia do Estado e do País.

Choque de gestão – Ao instalar os trabalhos do XI Congresso, o presidente Wander Luis Silva deu ênfase aos resultados obtidos pela Governo estadual com o choque de gestão aplicado no setor público, cuja repercussão positiva no País e exterior tornou Minas paradigma em administração pública eficiente. O líder classista também aplaudiu o conjunto de medidas nas áreas tributária e de crédito, representando recursos da ordem de R$ 1,3 bilhão, anunciado pelo governador Aécio Neves visando a minimizar possíveis reflexos da crise econômica internacional na economia mineira.

O vice-governador Antônio Anastasia, em seu discurso, disse que o choque de gestão buscou mudar em Minas uma mentalidade de burocracia com que o País convive desde a proclamação da República. Na sua avaliação, o Brasil melhorou em alguns setores, como na economia e na Justiça Eleitoral, mas não em políticas públicas, predominando um quadro de indicadores negativos em saúde, educação, transporte, infra-estrutura, etc. Ele vê a cultura corporativista e a falta de vontade política impedindo mudanças nessas áreas.

Anastasia sustentou que o setor público em Minas vive o “Estado para resultados”, de compromisso com metas estabelecidas para os diferentes segmentos, como contribuição pelos impostos arrecadados. “O Governo não pode apenas cumprir formalidades, mas precisa devolver à população resultados operosos de sua gestão, que deve ser moderna e voltada para o progresso”, disse ele, para lembrar que os resultados alcançados com o choque de gestão tornaram a administração Aécio Neves case para o Banco Mundial, que está investindo mais de US$ 1 bilhão em projetos no Estado, sem exigência de contrapartidas.

Referiu-se à política de parcerias desenvolvida pela administração estadual, quando sustentou que “Wander Luis veio do Vale do Aço para empolgar à frente da Federaminas, que é uma parceira do Governo do Estado”.

Sebrae – O trabalho do Sebrae Minas em apoio aos segmentos econômicos, artesãos e empreendedores, buscando promover a sua competitividade e desenvolvimento sustentável, levou à redução para 14% da mortalidade de empresas até o segundo ano de vida, índice destaque no País, onde anteriormente 80% delas desapareciam no primeiro ano de existência.

A informação foi dada pelo superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha, em palestra no Congresso da Federaminas sobre as ações desse órgão em apoio às micro e pequenas empresas. Segundo ele, o Sebrae tem como uma das vertentes de trabalho fomentar o empreendedorismo em várias áreas, inclusive no currículo dos estabelecimentos de ensino, como alternativa à insuficiência de empregos no mercado.

Para 2009, disse ele, o Sebrae Minas tem 115 novas soluções para treinamento e a sua grande bandeira na área de políticas públicas é estimular as prefeituras a regulamentar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas em seus municípios, importante para fomentar a prioridade desses segmentos nas compras governamentais, entre outros benefícios.

Cenário para 2009 – Mantidas as condições atuais, a economia brasileira deverá crescer em torno de 3% no próximo ano, período que ainda deverá ser marcado por turbulências refletidas pela crise econômica global. A avaliação foi feita pelo analista de investimento Paulo Vieira, do Banco do Brasil, que estimou para 2009 cenário com taxa de juros estável, consumidores restringindo compras e índice anual de inflação de 5%. Na sua opinião, a cotação do dólar persistirá superior a R$ 2,00 nos próximos seis meses.

Em palestra no XI Congresso, Vieira mostrou que é de 40% do PIB o volume de crédito no Brasil (contra mais de 100% nos EUA) e, no mercado de ações, há intensa volatilidade, com preços depreciados das empresas. Os investimentos diretos batem em US$ 37 bilhões, patamar jamais alcançado, prova de que o País conta com muita credibilidade.

O analista questionou se não se estará instalando uma nova ordem econômica mundial, e sugeriu calma no presente, prevendo que, depois de certa cautela de parte dos agentes da economia, tudo voltará ao normal. O importante é aprender com a crise, ensinou ele.

Na análise da crise, Paulo Vieira mostrou que ela se espalhou de forma global por ser os EUA a maior economia do planeta, gerando um quarto de toda a riqueza mundial, da ordem de US$ 45 trilhões. Suas compras ao Brasil, que já chegaram a 25% das vendas externas brasileiras, hoje não atingem 20%, impactando as empresas exportadoras nacionais e as que produzem para elas. Assim, mesmo com a crise, entende que o dólar não deixará de ser a moeda de referência nas transações internacionais.

Progerecs – Os produtos que integram o Progerecs (Programa de Geração de Receitas e Serviços) da CACB foram expostos no XI Congresso em palestra do seu coordenador, Antônio Bortolin. Ele detalhou serviços gerados pelo convênio CACB-Caixa Econômica Federal: correspondente bancário negocial e transacional, cartão de crédito, pessoa física – nacional e internacional, pessoa jurídica, previdência privada, Associação Comercial – consórcios e seguros – automotivo e imobiliário.

Bortolin também descreveu o seguro AC Saúde (com a Medial), o AC Segurança de Crédito, o AC Gestão (AC Crédito), o AC – Certificado de Origem IPPEX, o AC – Certificação Digital, o AC – Consultoria e o AC – TV, serviço que retransmite os programas de capacitação empresarial via satélite da TV CACB.

Outras palestras – A programação do XI Congresso também contou com palestras da diretora do Magíster – Centro de Educação Empresarial, Ana Paula Ferreira, sobre o novo serviço educa.com, e palestras motivacionais dos consultores Jussier Ramalho (Você é a sua melhor marca), Clodoaldo Araújo (Descubra o segredo: seja sócio do seu sucesso!) e José da Paz Cury (Empreender com ética).

O VII Encontro da Câmara Estadual da Mulher Empreendedora da Federaminas, parte do programa, teve pronunciamentos da presidente desse órgão, Waldete Kalil Homse, e da gerente da Unidade de Atendimento ao Empreendedor do Sebrae Minas, Mara Veit, além da peça teatral “Abri meu negócio. E agora?”, com atores do teatro do Sebrae.