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Comissão Tripartite de Relações Internacionais

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, destacou a migração e o trabalho forçado como temas urgentes na agenda da política trabalhista internacional. A afirmação foi feita durante a reunião no dia 25 de outubro, em Brasília, da Comissão Tripartite de Relações Internacionais (CTRI), coordenada pelo Ministério do Trabalho.


O encontro reuniu instituições públicas brasileiras, organismos internacionais, representações de trabalhadores e confederações patronais para avaliar a atuação brasileira na agenda de política trabalhista internacional. Na fala de abertura, o ministro do Trabalho reconheceu a importância da CTRI, que se reúne há doze anos para debater o protagonismo e as estratégias brasileiras na cooperação trabalhista internacional.


“Temas internacionais como da migração e do trabalho forçado no mundo precisam ser debatidos e enfrentados com políticas públicas urgentes. O Brasil tem condições de assumir o protagonismo, ser mais ativo e proponente para atuar frente a esses temas”, disse Ronaldo.


Formalização – No encontro, foram debatidas propostas para transição da economia informal para o mercado formal. O assessor internacional do Ministério do Trabalho, Ney Canani, citou o apoio da pasta ao estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre políticas ativas do mercado de trabalho na América Latina e Caribe. Canani destacou que o estudo trará experiências de outras regiões para o Brasil. “Entendemos que toda ajuda é bem vinda, pois precisamos gerar mais empregos no Brasil. Essas são prioridades tanto do presidente Michel Temer, como do Ministério do Trabalho”, pontuou.


Ainda na audiência, foram divulgados informes e encaminhamentos sobre a última reunião do G-20 no último mês de setembro. Também foram apresentados os principais resultados da reunião de Ministros do Trabalho e Emprego do BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Deste último encontro, também realizado durante o mês de setembro, em Nova Déli (Índia), resultou a proposta de criação da rede de pesquisa entre os países para formalização de políticas públicas que promovam a transição da economia informal para o mercado formal; o fortalecimento do diálogo social e combate ao trabalho escravo.


Participaram da reunião da Comissão Tripartite de Relações Internacionais (CTRI) representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ministério das Relações Exteriores, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Força Sindical (FS), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação Nacional de Instituições Financeiras (CNF) e Confederação Nacional das Indústrias (CNI).


Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho