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Associativismo é tema de painel no Fórum CACB Mil


Não é de hoje que o modelo associativista é utilizado por grupos de pessoas que têm os mesmos interesses em comum, sejam eles conquistar novos mercados, formar novas parcerias ou aumentar sua representatividade local. Dentro das cidades, esse papel fica a cargo das associações comerciais, que têm o objetivo de representar as classes empresariais e oferecer oportunidades e ferramentas de crescimento em conjunto.

No primeiro dia (20 de junho) do 5º Fórum CACB Mil o presidente da Federaminas, Emílio Parolini, mediou o painel "O papel do associativismo no desenvolvimento local". A mesa contou com a participação do presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Jonny Zulauf; do presidente da Federação de Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Nuno Rebelo de Sousa; e do gerente da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

Zulauf destacou que uma das ferramentas utilizadas em Santa Catariana é o programa Empreender, que trabalha com núcleos setoriais estimulando os empresários a acharem a resolução dos problemas em comum levantados. Outro programa citado foi o AL-Invest 5.0, iniciativa da União Europeia para promover o desenvolvimento econômico e social dos países da América Latina.

Em seguida, Nuno Rebelo de Souza falou sobre o apoio que as câmaras portuguesas no Brasil oferecem aos empresários portugueses que vêm ao país e aos empresários brasileiros que desejam entrar em Portugal. Já o representante do Sebrae, Bruno Quick, colocou em pauta a necessidade do empresário ter afinidade com os projetos de desenvolvimento local.

Fechando o painel, o presidente Emílio Parolini sustentou que um dos desafios que está sendo vencido aos poucos é a relação da sociedade civil - empresários e população - com o poder público. Compartilhou, a propósito, o trabalho que está sendo realizado em 26 munícipios mineiros através do Programa Pró-Município, que a Federaminas promove em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Ele acrescentou que é preciso que os empresários confiem nas lideranças locais e que novos modelos de sustentabilidade (no meio associativista) sejam criados. 


(Colaboração de Gabriella Pinheiro/ACE Ouro Preto)